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Obra de Elis Regina ganha tratamento digital com novos projetos

Especial da HBO, disco de 1972 e vídeo remasterizado recolocam Elis em cena com tecnologia e emoção

A pergunta de mil vezes: e se Elis Regina estivesse viva, como estaria? Atuante nas redes sociais com a mesma assertividade ferina das conversas de bar dos anos 1970? Vasculhadora de compositores jovens com a mesma impetuosidade sobre cada fita cassete que guardava em sacos de plástico azuis? À frente de manifestações como a que liderou em 1967 contra as estridências gratuitas da guitarra elétrica? Sem freio com os verbos que a colocaram na lista dos milicos? Gravando discos produzidos por jovens modernos? Cantando com Ivete Sangalo?

Ninguém, nem mesmo seus filhos, poderia dar chutes seguros até porque Elis Regina adorava praticar mudanças de opinião para desconcertar previsões. Há algo do qual se pode, contudo, aproximar. Como Elis estaria soando quase 40 anos depois de sua morte prematura, aos 36 anos? Mesmo sendo resultado de estúdios analógicos dos anos 1970 e início dos 1980, para muitos, o ponto alto de uma evolução que entraria em curva decrescente nos próximos anos, há muita gente se esforçando para passar pelos filtros do tempo a voz da maior cantora do País.

O álbum Elis, de 1972, o primeiro sob administração do marido e arranjador Cesar Camargo Mariano, é considerado o melhor de sua discografia. A sequência de canções é das mais matadoras do pós-Chega de Saudade, incluindo 20 Anos Blue (Vitor Martins e Sueli Costa), Bala com Bala (Aldir Blanc e João Bosco), Nada Será como Antes (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos), Mucuripe (Belchior e Fagner), Águas de Março (Jobim), Atrás da Porta (Chico Buarque e Francis Hime) e Cais (Milton Nascimento). A pedido do filho João Marcello Bôscoli, o álbum foi remixado e remasterizado no estúdio de Carlos Freitas, um dos papas nos processos de recondicionamento sonoro de grandes discos. A previsão é de que saia Elis 1972 com as linhas do baixo de Luizão Maia mais nítidas que nunca até o final deste ano, perto do Natal. “É um disco espetacular. Nossa demora em fazê-lo (a remixagem foi iniciada há três anos) é por causa das liberações que precisamos pedir para os músicos envolvidos. Assim que tivermos tudo, é sentar e fechar o projeto”, diz Paulo Lima, presidente da Universal Music.

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